segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Irmã Dulce é eleita a Maior Baiana de Todos os Tempos


Com 39% dos votos, Irmã Dulce foi eleita pelos internautas a Maior Baiana de Todos os Tempos na enquete popular promovida pelo portal A Tarde no período de 15 a 20 de setembro. Única mulher presente entre os dez mais indicados, a Bem-aventurada foi a preferida entre os 11.250 leitores que participaram da votação, reafirmando assim o reconhecimento quanto à importância do legado de amor deixado pelo Anjo Bom do Brasil.

Relembre a enquete – Um júri formado por 214 personalidades baianas dos meios intelectual, artístico, cultural, empresarial e político responderam à pergunta “Qual é o maior baiano de todos os tempos?”. Nesta primeira etapa, o jurista Ruy Barbosa liderava a lista com outros 122 nomes. Os dez mais votados participaram então da eleição popular. Foram eles: Ruy Barbosa, Castro Alves, Jorge Amado, Irmã Dulce, Milton Santos, Anísio Teixeira, Dorival Caymmi, Edgar Santos, Antônio Carlos Magalhães e Glauber Rocha.

Irmã Dulce - Nascida em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes começou a manifestar interesse pela vida religiosa desde cedo, ainda no início da adolescência. Aos 13 anos de idade, já atendia doentes no portão de sua casa, no bairro de Nazaré. Em 1933, a jovem ingressa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão (Sergipe). No mesmo ano, recebe o hábito e adota, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce. Sempre com muita fé, coragem e solidariedade, o Anjo Bom inicia um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, em Salvador. Nessa mesma época, começa a atender também os operários que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico e fundando, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia.

Em 1949, Irmã Dulce ocupa um galinheiro ao lado do convento inaugurado em 1947, após a autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro. Já em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), instituição que registra atualmente uma média de 5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano. Irmã Dulce morreu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos.

Irmã Dulce está atualmente em processo de canonização. Para ser canonizada (declarada Santa) é necessária a comprovação de mais um milagre atribuído à freira baiana. O processo de canonização da religiosa encontra-se na fase de recolhimento de relatos de graças. Desde a data de 10 de dezembro de 2010, quando o Papa Bento XVI assinou o decreto de beatificação, já foram enviados à causa de canonização da beata mais de 1,5 mil relatos, das mais diversas procedências e motivações. Dentre eles, os mais contundentes estão sendo analisados para, posteriormente, serem encaminhados aos peritos médicos, que dão a palavra inicial para que o processo seja iniciado.

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